23 de outubro de 2026

TSE locais de votação

Às vésperas do 2º turno das eleições brasileiras de 2026, de fato ocorreram alterações de locais de votação de última hora, mas descrevê-las como "uma mudança súbita e em larga escala de seções eleitorais pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sem precedentes" não é preciso. A situação real é: as alterações foram decididas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) com base em circunstâncias concretas, sem participação direta do TSE. O que é verdadeiramente "incomum" é a confusão na divulgação dos dados — o sistema do TSE inicialmente mostrava mais de 4.000 seções alteradas, número que foi drasticamente corrigido para algumas centenas em poucos dias, gerando confusão pública, pressão de partidos políticos e uma breve preocupação com a integridade eleitoral.

I. Contexto: a "montanha-russa de números" às vésperas do 2º turno

Na semana anterior ao 2º turno de 25 de outubro de 2026, as informações sobre alterações de locais de votação oscilaram drasticamente:

DataNúmero de alterações divulgado (aprox.)Fonte/status
17/104.352 seçõesDados iniciais do sistema
19/10400+ seções / 400+ locaisDados citados em ofício do MPF
20/10441 seçõesApós atualização do sistema
22/10344 seções / 97 locaisEstabilização final

Essa correção drástica decorreu do descompasso entre os dados do sistema e os dados reais locais. O sistema ELO, utilizado pelo TSE, manteve todos os registros de alterações do 1º turno, mesmo aquelas temporárias (como transferências emergenciais por chuvas fortes) que já não eram necessárias no 2º turno, sem removê-las automaticamente. Os TREs então reverificaram a situação real e eliminaram as alterações desnecessárias, o que fez os números caírem acentuadamente.

O presidente do TSE, Nunes Marques, reconheceu publicamente o problema técnico e enfatizou que o TSE não decide nem autoriza alterações de locais de votação, sendo a responsabilidade inteiramente local.

II. As verdadeiras razões das alterações: não "operação política", mas necessidades operacionais

Segundo esclarecimentos conjuntos do TSE e dos TREs, os fatores que impulsionaram as alterações foram todos operacionais e de segurança, sem relação com a política eleitoral:

  1. Clima extremo e problemas de infraestrutura: em algumas regiões, os prédios dos locais de votação apresentaram riscos estruturais após o 1º turno (como rachaduras e danos em telhados), ou ficaram inutilizáveis devido a chuvas intensas.

  2. Obras temporárias de acessibilidade: alguns locais públicos passavam por obras finais de acessibilidade que não seriam concluídas a tempo.

  3. Considerações de segurança pública: alguns locais foram avaliados como de risco.

Os estados mais afetados incluíram o Pará (mais de 17.000 eleitores afetados), Minas Gerais (cerca de 15.000) e São Paulo (cerca de 9.000). O total final de eleitores afetados foi de aproximadamente 105.000, uma fração mínima do eleitorado nacional.

III. Por que o episódio foi rotulado de "incomum"?

Embora alterações de locais de votação não sejam operação rara nas eleições brasileiras (em 2022, houve 5.822 alterações de locais antes do 2º turno), a "sensação de anormalidade" neste caso decorreu de três fatores combinados:

Primeiro, a janela temporal extremamente estreita. O 2º turno estava marcado para domingo, e grande parte das informações sobre alterações só foi divulgada e corrigida de forma concentrada entre segunda e quarta-feira, deixando pouquíssimo tempo para os eleitores verificarem. O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) enviou recomendação específica ao TSE solicitando notificação emergencial aos eleitores por múltiplos canais — aplicativo e-Título, WhatsApp, SMS —, além de afixar avisos nos locais antigos e designar pessoal para orientação no local.

Segundo, a confusão de dados enfraqueceu a credibilidade. A correção drástica de mais de 4.000 para 344 objetivamente abriu espaço para teorias da conspiração e desinformação. O secretário-geral do TSE admitiu que foi a primeira vez que se percebeu claramente a interferência de desinformação na questão dos locais de votação, com grande volume de links não oficiais e conteúdos enganosos circulando nas redes sociais.

Terceiro, a crescente sensibilidade política partidária. O PT (Partido dos Trabalhadores) chegou a solicitar ao TSE garantias de que os eleitores afetados seriam informados. O partido citou estimativas de que, se eleitores afetados faltassem por desconhecimento, isso poderia representar uma perda líquida de cerca de 8.000 votos para o candidato Lula (estimativa baseada na tendência de voto no 1º turno nas seções afetadas). Embora o impacto real seja difícil de verificar, num contexto de 2º turno com diferença sensível entre os candidatos, qualquer ajuste técnico é examinado sob lupa política.

IV. Respostas institucionais e esclarecimentos factuais

Diante da pressão da opinião pública, as instituições envolvidas adotaram rapidamente medidas de esclarecimento e correção:

  • O presidente do TSE separou publicamente responsabilidades: Nunes Marques declarou em sessão plenária que "o TSE não solicita, não autoriza e não aprova" qualquer alteração de local de votação, cabendo a decisão aos juízes eleitorais locais.

  • Declaração conjunta dos TREs: os presidentes dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais assinaram documento conjunto comprometendo-se a divulgar as alterações por "todos os meios de comunicação disponíveis" e reiterando que as mudanças decorrem apenas de causas excepcionais, como clima extremo e segurança predial.

  • Oito recomendações do MP Eleitoral: incluindo afixação de avisos com o novo endereço nos locais antigos, designação de orientadores no local no domingo e reavaliação da cobertura de transporte público.

V. Avaliação do impacto real sobre os eleitores

Do ponto de vista do desenho institucional, o impacto real deste episódio é muito menor do que seu volume na opinião pública:

  1. Proporção mínima de alterações: as 344 seções e 97 locais finais representam apenas 0,07% do total nacional de seções, com cerca de 105.000 eleitores envolvidos.

  2. Canais de consulta acessíveis: o aplicativo e-Título, a função "Onde Votar" no site do TSE e os sites dos TREs permitem consulta em tempo real do endereço atualizado. A recomendação oficial reiterada é que o eleitor verifique por um minuto antes de sair de casa.

  3. Mecanismos de remedição existentes: caso o eleitor se dirija ao local antigo por desconhecimento, a Justiça Eleitoral prometeu designar pessoal para orientá-lo; mesmo que não consiga votar, pode solicitar justificativa de ausência conforme a lei, embora a justificativa não substitua o exercício do direito de voto.

No entanto, o problema realmente digno de atenção não está nas alterações em si, mas na tempestividade e precisão da divulgação das informações. Um atraso de sistema tecnicamente explicável foi amplificado, na reta final da eleição, como questionamento à capacidade de gestão eleitoral, expondo uma fragilidade no fluxo de publicação de dados do TSE: a falta de um mecanismo claro para distinguir "alterações temporárias" de "alterações permanentes", e a ausência de um protocolo para explicar proativamente e com rapidez ao público quando os dados apresentam oscilações anômalas.

Considerações finais

Rotular este episódio como "o TSE alterando raramente locais de votação às vésperas do 2º turno" é enganoso em termos factuais — quem alterou foram os tribunais eleitorais locais, e o TSE foi apenas o agregador e divulgador dos dados. Mas a confusão do público não é infundada: um processo de correção de dados de 4.000 para 344, se carente de explicação transparente e tempestiva, é suficiente para gerar desconfiança num ambiente eleitoral altamente polarizado. O sistema de Justiça Eleitoral brasileiro demonstrou capacidade de resposta no plano operacional (verificação rápida, notificação multicanal, orientação no local), mas no plano da governança da informação este episódio oferece uma lição clara: na fase final da eleição, a precisão dos dados é importante, mas a explicabilidade de suas variações é igualmente crucial para a credibilidade institucional.

20 de outubro de 2026

RH Santos anuncia vaga de emprego para repositor de mercadorias em Praia Grande

A oferta de emprego de REPOSITOR DE MERCADORIAS EM SUPERMERCADOS DA REGIÃO anunciada pela empresa RH Santos comunica a existência de 25 vagas com tipo de contrato efetivo CLT para jornada de período integral. 

A exigência mínima é ter ensino médio (2º grau completo). 

Os benefícios são VA, VT, CONVÊNIO e de acordo com o chamamento é para início imediato.  

Fonte: https://www.infojobs.com.br/empregos.aspx?poblacion=5211176&iv=11608639  

Data anunciada: terça-feira, 20 de outubro de 2026

 

7 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro promete "Mudar a Constituição" após poder eleitoral recém-adquirido

Por PRAIAGRANDENEWS — Uma reportagem do jornal O Globo revelou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar a nova e robusta maioria conservadora no Congresso Nacional para "mudar a Constituição" e "redemocratizar o país". A declaração, feita durante um ato em Goiânia que oficializou o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), gerou um alarme imediato no sistema político e nos bastidores da campanha, que precisou se mobilizar para conter a repercussão negativa.

Segundo a apuração do O Globo, a fala de Flávio ocorreu no palanque ao lado de Caiado, quando o candidato do PL exaltou a nova composição do Legislativo. "O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", declarou Flávio, sem detalhar quais mudanças pretendia fazer.

O Alarme e a Tentativa de Contenção

A reportagem do O Globo destacou que a declaração gerou "temor de uma nova tentativa de golpe", especialmente porque Flávio é filho de Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado. Diante disso, aliados do candidato se apressaram a procurar interlocutores para dizer que ele "não pretende implementar nenhuma iniciativa golpista", mas que se referia a medidas já previstas em seu plano de governo, como a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição.

A Matemática no Congresso e o Avanço sobre o Centrão

A reportagem do O Globo também detalhou os números que embasam a estratégia de Flávio. O PL, partido do candidato, elegeu as maiores bancadas em ambas as Casas: 121 deputados na Câmara (contra 99 atualmente) e 28 senadores (quase o dobro dos 15 atuais). Com a provável aliança com o Novo, de Romeu Zema, o bloco na Câmara pode chegar a 131 deputados.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 votos na Câmara e 49 votos no Senado. O O Globo aponta que Flávio precisaria conquistar cerca de 75% das bancadas de grandes partidos de centro e do Centrão — ou 177 votos — para alcançar o quórum necessário.

O "Efeito Manada" e o Recado ao Centrão

O O Globo revelou que a campanha de Flávio aposta em um "efeito manada" de lideranças do Centrão que ficaram neutras no primeiro turno. O foco é buscar a adesão de Caiado, Zema e do escritor Augusto Cury, que juntos obtiveram mais de 6,3 milhões de votos.

O recado ao Centrão na fala de Flávio foi direto: o PL terá força para eleger os próximos presidentes da Câmara e do Senado, o que é um chamariz para partidos como União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB. No entanto, o O Globo já havia revelado em julho que o "Fator STF" tem aumentado a resistência do Centrão em se aliar formalmente a Flávio, por medo de retaliação da Corte.

A Repercussão em Outros Veículos

A informação do O Globo foi rapidamente replicada por diversos veículos de imprensa, que destacaram diferentes aspectos da declaração:

  • Revista Fórum e Opera Mundi: Enfatizaram o tom de "recado ao Centrão" na fala de Flávio e a promessa de "redemocratizar" o país.

  • Diário do Centro do Mundo: Deu destaque ao alerta feito na GloboNews pela jornalista Flávia Oliveira, que classificou a proposta como "perigosa" e questionou o uso da palavra "redemocratização" diante do histórico da família Bolsonaro.

  • O Povo, EM e RTP (Portugal): Repercutiram a declaração e os números das bancadas do PL, reforçando que Flávio não detalhou quais mudanças pretendia fazer no texto constitucional.

  • Estadão e CNN Brasil: Destacaram que Flávio voltou a criticar o STF durante o discurso e que apoiadores gritaram "Fora, [Alexandre de] Moraes".

Mistério dos 204 mil votos "13" no Rio de Janeiro

POR PRAIAGRANDENEWS — Uma reportagem exclusiva do jornal O Globo revelou um fenômeno eleitoral curioso e com potencial para alterar o resultado da disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Um levantamento inédito, baseado nos Registros Digitais de Voto (RDVs) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou que 204.309 eleitores digitaram o número "13" na urna ao votar para governador no primeiro turno, anulando seus votos sem saber.

O dado é notável porque o Partido dos Trabalhadores (PT), dono da legenda "13", não lançou candidato próprio ao governo fluminense. O partido apoiou a candidatura de Eduardo Paes (PSD), que concorreu com o número 55. A confusão do eleitorado, portanto, transformou um número tradicionalmente associado ao PT em um dos maiores responsáveis pela invalidação de votos no estado.

O Impacto na Disputa

A relevância desses votos anulados vai além da estatística. Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes. A situação se tornou ainda mais complexa com a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) de recorrer contra o indeferimento de sua candidatura. Garotinho havia recebido cerca de 274 mil votos, que, se anulados definitivamente, elevariam a porcentagem de Ruas para 50,88%, garantindo-lhe uma vitória em primeiro turno.

Nesse cenário, os 204 mil votos "13" ganham peso decisivo. Se tivessem sido destinados a Paes, a participação de Ruas cairia para 49,67%, mesmo com a anulação dos votos de Garotinho, forçando um segundo turno. Para impedir a vitória de Ruas no primeiro turno, bastaria que 72% dos eleitores que digitaram "13" (cerca de 147 mil pessoas) tivessem a intenção de votar em Paes.

Repercussão e Ações Judiciais

A informação, inicialmente restrita a assinantes do O Globo, foi rapidamente replicada por diversos veículos de imprensa. O Diário do Rio destacou o volume como "suficiente para manter Douglas Ruas abaixo de 50%", enquanto o Diário do Centro do Mundo e a Revista Fórum detalharam os cálculos que poderiam levar a um segundo turno. A CNN Brasil também noticiou o dado, reforçando que os registros não permitem saber a intenção real do eleitor.

A repercussão tomou proporções jurídicas. A campanha de Eduardo Paes entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a apreensão de panfletos que associavam indevidamente sua imagem aos números "13" e "22". A coligação alega que o material poderia induzir o eleitor a erro, justamente por causa da confusão gerada pelo número do PT.

O Globo foi o primeiro a revelar o número exato e a contextualizar sua importância para o xadrez eleitoral no Rio, informação que se tornou central nas discussões sobre a estratégia política e a confusão do eleitorado no estado.

5 de outubro de 2026

Kremlin GastroPub apresenta 🎸 ROCKINPG - Festival de Covers

🎸 ROCKINPG - Festival de Covers

 

Prepare-se para uma edição histórica do ROCKINPG, com aproximadamente 10 horas de show e os melhores covers do Brasil. O evento acontecerá na Casa de Portugal / Canto do Forte, em Praia Grande.

📅 Data e Local

Data: 01/11/2026, a partir das 13h
Local: Av. Paris, 1500 – Praia Grande/SP

Garanta já seu ingresso promocional (limitado aos 100 primeiros) pelo link: Sympla - ROCKINPG

Mais informações no perfil oficial: Instagram do Kremlin GastroPub Brasil

🎶 Bandas Confirmadas

Não perca essa oportunidade de curtir um feriado prolongado com muita música, energia e diversão. Chame os amigos e venha viver essa experiência única no ROCKINPG!

📲 Informações também pelo WhatsApp: +55 13 97804-8080

24 de setembro de 2026

O Escudo das Américas: A Peça-Chave da Defesa Hemisférica

GEOPOLÍTICA — Em um mundo onde as ameaças à segurança nacional evoluem constantemente — do terrorismo ao cibercrime —, a cooperação entre as nações do continente americano tornou-se vital. Nesse contexto, surge o Escudo das Américas, um conceito e uma série de políticas que visam proteger o hemisfério ocidental de influências externas e ameaças internas.

Mas afinal, o que é exatamente o Escudo das Américas? Como ele funciona e por que ele é tão importante para a geopolítica atual? Vamos explorar.

 

O Que é o Escudo das Américas?

O termo "Escudo das Américas" não se refere a um único objeto ou tratado assinado em um único dia. Trata-se de um conceito estratégico de defesa coletiva que engloba uma série de acordos, doutrinas militares e iniciativas diplomáticas entre os países das Américas.

A base desse escudo é o princípio de que uma ameaça a qualquer nação do continente é uma ameaça a todas. Isso remonta à Doutrina Monroe (1823), mas foi formalizado modernamente através do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), assinado em 1947 no Rio de Janeiro, e da Junta Interamericana de Defesa (JID).

Pilares Fundamentais do Escudo

O conceito moderno do Escudo das Américas baseia-se em três pilares principais:

1. Defesa Coletiva

O artigo 3º do TIAR é claro: um ataque armado contra um Estado americano será considerado um ataque contra todos. Isso cria uma dissuasão natural contra agressores externos.

2. Cooperação em Segurança Cibernética

Com a digitalização das infraestruturas críticas, o escudo agora também protege contra ataques hackers. A Organização dos Estados Americanos (OEA) tem trabalhado em conjunto com o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) para criar protocolos de defesa cibernética.

3. Combate ao Crime Organizado Transnacional

Narcotráfico, tráfico de pessoas e contrabando são ameaças que não respeitam fronteiras. O escudo atua como uma rede de inteligência compartilhada para desmantelar essas redes.

A Atuação do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM)

Muito se discute sobre o papel dos Estados Unidos nesse escudo. O SOUTHCOM, sediado em Miami, é o comando combatente responsável pela América Latina e Caribe. Sua missão não é apenas militar, mas também de construção de capacidades (capacity building).

Isso inclui:

  • Treinamento de forças locais.

  • Ajuda humanitária em desastres naturais.

  • Exercícios militares conjuntos (como o PANAMAX, focado na proteção do Canal do Panamá).

Desafios e Críticas

Apesar de sua importância, o Escudo das Américas enfrenta desafios significativos:

  • Soalização Política: Muitos países latino-americanos veem o escudo com desconfiança, temendo uma interferência excessiva dos EUA em assuntos internos.

  • Divergências Ideológicas: A ascensão de governos de esquerda em alguns países criou atritos com a agenda de segurança liderada por Washington.

  • Novas Ameaças: O escudo foi desenhado para o século XX. Hoje, ameaças como fake news, migração em massa e mudanças climáticas exigem uma adaptação urgente.

O Futuro do Escudo

Para que o Escudo das Américas continue relevante, ele precisará evoluir de uma estrutura puramente militar para uma estratégia de segurança multidimensional. Isso significa investir em:

  • Resiliência de infraestrutura: Proteção de redes elétricas e de comunicação.

  • Segurança econômica: Combate a lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

  • Diplomacia de defesa: Diálogo constante para evitar mal-entendidos estratégicos.

Conclusão

O Escudo das Américas é mais do que um tratado empoeirado; é uma necessidade dinâmica em um mundo multipolar. Seja através da proteção do Canal do Panamá, da luta contra o narcotráfico ou da defesa cibernética, a cooperação hemisférica é a única maneira de garantir que o continente permaneça seguro, soberano e próspero.

Em tempos de incerteza global, o escudo nos lembra que, nas Américas, a união faz a força — não apenas no discurso, mas na estratégia.

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