26 de outubro de 2026

Após ser derrotado Flávio Bolsonaro não reconhece resultado e pede anulação da eleição

Flávio Bolsonaro anunciou publicamente que solicitará a anulação das eleições presidenciais de 2026, mas até o momento não há informações sobre um "artigo" específico publicado por ele. A solicitação foi feita por meio de pronunciamento à imprensa, e não na forma de um artigo acadêmico ou jurídico formal.

Principais razões para solicitar a anulação

O motivo central alegado por Flávio Bolsonaro é a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, Cristiano Zanin, de prorrogar o horário de votação em duas horas (até as 19h) no dia da votação.

Ele afirma que essa medida resultou em:

  • Violação do princípio da igualdade: Ele argumenta que eleitores de diferentes regiões votaram em horários diferentes, o que pode ter afetado o resultado da eleição.

  • Mudança das regras durante o processo: Ele critica o fato de a decisão ter sido tomada durante o processo eleitoral, considerando-a "inaceitável".

Contexto e dados principais

  • Resultado da eleição: Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, com uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos (Lula obteve 51,78%, Flávio 48,22%).

  • Contradição: A própria campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado anteriormente à Justiça Eleitoral a prorrogação do horário de votação, mas apenas para algumas regiões afetadas por chuvas intensas, e não em âmbito nacional.

  • Perspectiva jurídica: Analistas apontam que, para anular a eleição com sucesso, seria necessário provar que a prorrogação do horário realmente impediu eleitores de votar e que esses votos seriam suficientes para alterar o resultado final. Devido ao voto ser secreto, essa comprovação é extremamente difícil.

Informações complementares

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já reconheceu formalmente a vitória de Lula e afirmou que o processo eleitoral é seguro e não foi comprometido pela prorrogação do horário.

Se você deseja conhecer os detalhes completos do pronunciamento de Flávio, pode consultar a reportagem da BBC Brasil, que analisa especificamente seus argumentos e as perspectivas jurídicas.


Lula derrota Flávio Bolsonaro e é reeleito nas eleições 2026

Campanha de reeleição de Lula: uma vitória histórica do atraso à reversão, e o enorme desafio de um segundo mandato

Na eleição brasileira de 2026, Lula derrotou o filho de Yair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, no segundo turno com cerca de 64 milhões de votos, e foi reeleito, tornando-se o primeiro presidente a alcançar duas reeleições consecutivas (não contínuas) no Brasil desde a democratização. Por trás da vitória, no entanto, está o eleitorado profundamente dividido e um Congresso conservador sem precedentes, cujo quarto mandato enfrentará os rigores da fragmentação da coalizão governista, a falta de confiança econômica e o antagonismo do ambiente externo.

Uma reversão de “desvalorizados” pelas urnas

As pesquisas pré-eleitorais são quase unânimes em apontar para uma tendência de até mesmo um leve viés em relação aos desafiantes. Por exemplo, uma pesquisa divulgada pela Palver um dia antes da votação (24 de outubro) mostrou que Flavio estava 50 a 49% à frente de Lula, à beira da margem de erro. Tanto o Datafolha quanto o Quaest mostraram nas etapas finais antes da eleição que estavam empatados ou a diferença era muito pequena em termos de votos válidos.

No entanto, os resultados reais da faturação quebraram esse equilíbrio. Segundo as estatísticas pós-eleitorais, Lula recebeu cerca de 64 milhões de votos e derrotou seu adversário por mais de 4 milhões de votos. A chave para esse resultado está na capacidade do campo de Lula de se mobilizar após o primeiro turno da derrota. O relatório apontou que a equipe de campanha de Lula (especialmente a mobilização da rede liderada pelo deputado Andre Janones) organizou manifestações de rua em larga escala e ofensivas nas redes sociais antes do segundo turno, efetivamente ativou o mercado básico de esquerda, enquanto alguns eleitores ausentes no primeiro turno retornaram no segundo turno, que constituiu a principal força motriz para a reversão.
Segundo, as preocupações estruturais por trás da vitória

Apesar de vencer a eleição, Lula enfrenta um ambiente pior do que seus três primeiros mandatos no cargo. Isso se reflete na "divisão" das duas dimensões:

**1. Eleitorado polarizado e “Voto destemido”**
Esta eleição apresenta uma característica típica de "alta taxa de rejeição de mão dupla". Pesquisas pré-eleitorais mostram que 49% dos eleitores disseram que “nunca” votariam em Lula, 47% dos eleitores tinham a mesma visão de Flavio, enquanto 48% dos eleitores temiam a reeleição de Lula e 47% temiam a eleição de Flavio. Isso significa que a vitória de Lula não se baseia em amplo consenso, mas na lógica de "dois males", contando com o voto tático do campo anti-Bosonaro. Lula também reconheceu isso indiretamente em seu discurso de vitória, ressaltando que "o país nunca esteve tão dividido" e prometeu "governar de uma nova maneira".

**2. O Congresso Mais Conservador da História
Junto com a presidência, há o padrão do Congresso. O Partido Liberal (PL) de Flavio expandiu-se significativamente na eleição, alcançando 121 assentos na Câmara dos Deputados e 28 no Senado, tornando-se a força única mais poderosa do Congresso. Lucas Aragon, analista político, apontou que Lula enfrentará uma situação em que "quase não há operação política" no Senado, porque o Senado tem sido explicitamente dominado pela oposição; na Câmara, a única saída de Lula é tentar conquistar o enorme grupo centrista (Centrão), mas isso deve ser à custa de concessões políticas. A promessa de Lula de uma “nova abordagem à governança” – como pressionar o Congresso por meio de movimentos sociais – é questionável diante de uma legislatura de direita absoluta.

A contradição entre o compromisso pessoal e a realidade política

A campanha de reeleição em si é acompanhada por uma questão significativa de credibilidade política. Durante sua campanha de 2022, Lula deixou claro: “Todo mundo sabe que um cidadão de 81 anos não pode querer ser reeleito”. Quatro anos depois, ele não só concorreu, mas também prometeu novamente no final da campanha que “esta é a última vez que ele vai correr”. Embora essa inconsistência tenha sido minimizada por sua equipe ao demonstrar sua capacidade de operar (como divulgar vídeos de exercícios), Lula experimentou várias declarações desatentas e inaudíveis em debates na televisão no final da campanha, provocando uma discussão oculta sobre sua capacidade de governar em uma idade avançada.

Além disso, os desafios econômicos são iminentes. Enquanto Lula enfatizou em sua campanha os resultados da redução das taxas de desemprego e pobreza durante seu primeiro mandato, os números da realidade não são bons: o crescimento do PIB em 2026 deve ser de apenas cerca de 2% (abaixo de 3,4% e 2,3% nos dois anos anteriores), a taxa de juros de referência permanece em alta de 14,25%, e a dívida pública ultrapassa 80% do PIB. O mercado tem fortes dúvidas sobre a disciplina fiscal do quarto mandato de Lula, que será uma crise de confiança que ele terá que lidar imediatamente após assumir o cargo em 5 de janeiro de 2027.

Perspectivas futuras: Risco de pato coxo e restrições de sistema

Segundo a Constituição brasileira, o presidente só pode ser reeleito uma vez (consecutivo), mas a vitória de Lula em 2022 e sua reeleição em 2026 são mandatos consecutivos, e ele não pode concorrer novamente em 2030. Isso significa que desde o primeiro dia de sua posse, ele era um presidente de pato manco. Com a oposição controlando o Senado e sem sua própria influência na reeleição, a pressão de Lula por qualquer legislação importante, como a reforma tributária ou o ajuste de políticas de segurança, exigiria um alto grau de habilidade política e enorme troca de recursos políticos.

A reeleição de Lula foi uma vitória tática, mas estrategicamente ele assumiu um Brasil que era mais difícil de governar do que em 2003 ou 2023. Ele deve encontrar uma maneira de cumprir sua promessa de uma “nova abordagem à governança” em uma sociedade dividida e uma legislatura hostil, ou seu quarto mandato provavelmente cairá em um ciclo de impasse legislativo e turbulência no mercado.

23 de outubro de 2026

TSE locais de votação

Às vésperas do 2º turno das eleições brasileiras de 2026, de fato ocorreram alterações de locais de votação de última hora, mas descrevê-las como "uma mudança súbita e em larga escala de seções eleitorais pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sem precedentes" não é preciso. A situação real é: as alterações foram decididas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) com base em circunstâncias concretas, sem participação direta do TSE. O que é verdadeiramente "incomum" é a confusão na divulgação dos dados — o sistema do TSE inicialmente mostrava mais de 4.000 seções alteradas, número que foi drasticamente corrigido para algumas centenas em poucos dias, gerando confusão pública, pressão de partidos políticos e uma breve preocupação com a integridade eleitoral.

I. Contexto: a "montanha-russa de números" às vésperas do 2º turno

Na semana anterior ao 2º turno de 25 de outubro de 2026, as informações sobre alterações de locais de votação oscilaram drasticamente:

DataNúmero de alterações divulgado (aprox.)Fonte/status
17/104.352 seçõesDados iniciais do sistema
19/10400+ seções / 400+ locaisDados citados em ofício do MPF
20/10441 seçõesApós atualização do sistema
22/10344 seções / 97 locaisEstabilização final

Essa correção drástica decorreu do descompasso entre os dados do sistema e os dados reais locais. O sistema ELO, utilizado pelo TSE, manteve todos os registros de alterações do 1º turno, mesmo aquelas temporárias (como transferências emergenciais por chuvas fortes) que já não eram necessárias no 2º turno, sem removê-las automaticamente. Os TREs então reverificaram a situação real e eliminaram as alterações desnecessárias, o que fez os números caírem acentuadamente.

O presidente do TSE, Nunes Marques, reconheceu publicamente o problema técnico e enfatizou que o TSE não decide nem autoriza alterações de locais de votação, sendo a responsabilidade inteiramente local.

II. As verdadeiras razões das alterações: não "operação política", mas necessidades operacionais

Segundo esclarecimentos conjuntos do TSE e dos TREs, os fatores que impulsionaram as alterações foram todos operacionais e de segurança, sem relação com a política eleitoral:

  1. Clima extremo e problemas de infraestrutura: em algumas regiões, os prédios dos locais de votação apresentaram riscos estruturais após o 1º turno (como rachaduras e danos em telhados), ou ficaram inutilizáveis devido a chuvas intensas.

  2. Obras temporárias de acessibilidade: alguns locais públicos passavam por obras finais de acessibilidade que não seriam concluídas a tempo.

  3. Considerações de segurança pública: alguns locais foram avaliados como de risco.

Os estados mais afetados incluíram o Pará (mais de 17.000 eleitores afetados), Minas Gerais (cerca de 15.000) e São Paulo (cerca de 9.000). O total final de eleitores afetados foi de aproximadamente 105.000, uma fração mínima do eleitorado nacional.

III. Por que o episódio foi rotulado de "incomum"?

Embora alterações de locais de votação não sejam operação rara nas eleições brasileiras (em 2022, houve 5.822 alterações de locais antes do 2º turno), a "sensação de anormalidade" neste caso decorreu de três fatores combinados:

Primeiro, a janela temporal extremamente estreita. O 2º turno estava marcado para domingo, e grande parte das informações sobre alterações só foi divulgada e corrigida de forma concentrada entre segunda e quarta-feira, deixando pouquíssimo tempo para os eleitores verificarem. O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) enviou recomendação específica ao TSE solicitando notificação emergencial aos eleitores por múltiplos canais — aplicativo e-Título, WhatsApp, SMS —, além de afixar avisos nos locais antigos e designar pessoal para orientação no local.

Segundo, a confusão de dados enfraqueceu a credibilidade. A correção drástica de mais de 4.000 para 344 objetivamente abriu espaço para teorias da conspiração e desinformação. O secretário-geral do TSE admitiu que foi a primeira vez que se percebeu claramente a interferência de desinformação na questão dos locais de votação, com grande volume de links não oficiais e conteúdos enganosos circulando nas redes sociais.

Terceiro, a crescente sensibilidade política partidária. O PT (Partido dos Trabalhadores) chegou a solicitar ao TSE garantias de que os eleitores afetados seriam informados. O partido citou estimativas de que, se eleitores afetados faltassem por desconhecimento, isso poderia representar uma perda líquida de cerca de 8.000 votos para o candidato Lula (estimativa baseada na tendência de voto no 1º turno nas seções afetadas). Embora o impacto real seja difícil de verificar, num contexto de 2º turno com diferença sensível entre os candidatos, qualquer ajuste técnico é examinado sob lupa política.

IV. Respostas institucionais e esclarecimentos factuais

Diante da pressão da opinião pública, as instituições envolvidas adotaram rapidamente medidas de esclarecimento e correção:

  • O presidente do TSE separou publicamente responsabilidades: Nunes Marques declarou em sessão plenária que "o TSE não solicita, não autoriza e não aprova" qualquer alteração de local de votação, cabendo a decisão aos juízes eleitorais locais.

  • Declaração conjunta dos TREs: os presidentes dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais assinaram documento conjunto comprometendo-se a divulgar as alterações por "todos os meios de comunicação disponíveis" e reiterando que as mudanças decorrem apenas de causas excepcionais, como clima extremo e segurança predial.

  • Oito recomendações do MP Eleitoral: incluindo afixação de avisos com o novo endereço nos locais antigos, designação de orientadores no local no domingo e reavaliação da cobertura de transporte público.

V. Avaliação do impacto real sobre os eleitores

Do ponto de vista do desenho institucional, o impacto real deste episódio é muito menor do que seu volume na opinião pública:

  1. Proporção mínima de alterações: as 344 seções e 97 locais finais representam apenas 0,07% do total nacional de seções, com cerca de 105.000 eleitores envolvidos.

  2. Canais de consulta acessíveis: o aplicativo e-Título, a função "Onde Votar" no site do TSE e os sites dos TREs permitem consulta em tempo real do endereço atualizado. A recomendação oficial reiterada é que o eleitor verifique por um minuto antes de sair de casa.

  3. Mecanismos de remedição existentes: caso o eleitor se dirija ao local antigo por desconhecimento, a Justiça Eleitoral prometeu designar pessoal para orientá-lo; mesmo que não consiga votar, pode solicitar justificativa de ausência conforme a lei, embora a justificativa não substitua o exercício do direito de voto.

No entanto, o problema realmente digno de atenção não está nas alterações em si, mas na tempestividade e precisão da divulgação das informações. Um atraso de sistema tecnicamente explicável foi amplificado, na reta final da eleição, como questionamento à capacidade de gestão eleitoral, expondo uma fragilidade no fluxo de publicação de dados do TSE: a falta de um mecanismo claro para distinguir "alterações temporárias" de "alterações permanentes", e a ausência de um protocolo para explicar proativamente e com rapidez ao público quando os dados apresentam oscilações anômalas.

Considerações finais

Rotular este episódio como "o TSE alterando raramente locais de votação às vésperas do 2º turno" é enganoso em termos factuais — quem alterou foram os tribunais eleitorais locais, e o TSE foi apenas o agregador e divulgador dos dados. Mas a confusão do público não é infundada: um processo de correção de dados de 4.000 para 344, se carente de explicação transparente e tempestiva, é suficiente para gerar desconfiança num ambiente eleitoral altamente polarizado. O sistema de Justiça Eleitoral brasileiro demonstrou capacidade de resposta no plano operacional (verificação rápida, notificação multicanal, orientação no local), mas no plano da governança da informação este episódio oferece uma lição clara: na fase final da eleição, a precisão dos dados é importante, mas a explicabilidade de suas variações é igualmente crucial para a credibilidade institucional.

20 de outubro de 2026

RH Santos anuncia vaga de emprego para repositor de mercadorias em Praia Grande

A oferta de emprego de REPOSITOR DE MERCADORIAS EM SUPERMERCADOS DA REGIÃO anunciada pela empresa RH Santos comunica a existência de 25 vagas com tipo de contrato efetivo CLT para jornada de período integral. 

A exigência mínima é ter ensino médio (2º grau completo). 

Os benefícios são VA, VT, CONVÊNIO e de acordo com o chamamento é para início imediato.  

Fonte: https://www.infojobs.com.br/empregos.aspx?poblacion=5211176&iv=11608639  

Data anunciada: terça-feira, 20 de outubro de 2026

 

7 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro promete "Mudar a Constituição" após poder eleitoral recém-adquirido

Por PRAIAGRANDENEWS — Uma reportagem do jornal O Globo revelou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar a nova e robusta maioria conservadora no Congresso Nacional para "mudar a Constituição" e "redemocratizar o país". A declaração, feita durante um ato em Goiânia que oficializou o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), gerou um alarme imediato no sistema político e nos bastidores da campanha, que precisou se mobilizar para conter a repercussão negativa.

Segundo a apuração do O Globo, a fala de Flávio ocorreu no palanque ao lado de Caiado, quando o candidato do PL exaltou a nova composição do Legislativo. "O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", declarou Flávio, sem detalhar quais mudanças pretendia fazer.

O Alarme e a Tentativa de Contenção

A reportagem do O Globo destacou que a declaração gerou "temor de uma nova tentativa de golpe", especialmente porque Flávio é filho de Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado. Diante disso, aliados do candidato se apressaram a procurar interlocutores para dizer que ele "não pretende implementar nenhuma iniciativa golpista", mas que se referia a medidas já previstas em seu plano de governo, como a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição.

A Matemática no Congresso e o Avanço sobre o Centrão

A reportagem do O Globo também detalhou os números que embasam a estratégia de Flávio. O PL, partido do candidato, elegeu as maiores bancadas em ambas as Casas: 121 deputados na Câmara (contra 99 atualmente) e 28 senadores (quase o dobro dos 15 atuais). Com a provável aliança com o Novo, de Romeu Zema, o bloco na Câmara pode chegar a 131 deputados.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 votos na Câmara e 49 votos no Senado. O O Globo aponta que Flávio precisaria conquistar cerca de 75% das bancadas de grandes partidos de centro e do Centrão — ou 177 votos — para alcançar o quórum necessário.

O "Efeito Manada" e o Recado ao Centrão

O O Globo revelou que a campanha de Flávio aposta em um "efeito manada" de lideranças do Centrão que ficaram neutras no primeiro turno. O foco é buscar a adesão de Caiado, Zema e do escritor Augusto Cury, que juntos obtiveram mais de 6,3 milhões de votos.

O recado ao Centrão na fala de Flávio foi direto: o PL terá força para eleger os próximos presidentes da Câmara e do Senado, o que é um chamariz para partidos como União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB. No entanto, o O Globo já havia revelado em julho que o "Fator STF" tem aumentado a resistência do Centrão em se aliar formalmente a Flávio, por medo de retaliação da Corte.

A Repercussão em Outros Veículos

A informação do O Globo foi rapidamente replicada por diversos veículos de imprensa, que destacaram diferentes aspectos da declaração:

  • Revista Fórum e Opera Mundi: Enfatizaram o tom de "recado ao Centrão" na fala de Flávio e a promessa de "redemocratizar" o país.

  • Diário do Centro do Mundo: Deu destaque ao alerta feito na GloboNews pela jornalista Flávia Oliveira, que classificou a proposta como "perigosa" e questionou o uso da palavra "redemocratização" diante do histórico da família Bolsonaro.

  • O Povo, EM e RTP (Portugal): Repercutiram a declaração e os números das bancadas do PL, reforçando que Flávio não detalhou quais mudanças pretendia fazer no texto constitucional.

  • Estadão e CNN Brasil: Destacaram que Flávio voltou a criticar o STF durante o discurso e que apoiadores gritaram "Fora, [Alexandre de] Moraes".

Mistério dos 204 mil votos "13" no Rio de Janeiro

POR PRAIAGRANDENEWS — Uma reportagem exclusiva do jornal O Globo revelou um fenômeno eleitoral curioso e com potencial para alterar o resultado da disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Um levantamento inédito, baseado nos Registros Digitais de Voto (RDVs) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou que 204.309 eleitores digitaram o número "13" na urna ao votar para governador no primeiro turno, anulando seus votos sem saber.

O dado é notável porque o Partido dos Trabalhadores (PT), dono da legenda "13", não lançou candidato próprio ao governo fluminense. O partido apoiou a candidatura de Eduardo Paes (PSD), que concorreu com o número 55. A confusão do eleitorado, portanto, transformou um número tradicionalmente associado ao PT em um dos maiores responsáveis pela invalidação de votos no estado.

O Impacto na Disputa

A relevância desses votos anulados vai além da estatística. Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes. A situação se tornou ainda mais complexa com a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) de recorrer contra o indeferimento de sua candidatura. Garotinho havia recebido cerca de 274 mil votos, que, se anulados definitivamente, elevariam a porcentagem de Ruas para 50,88%, garantindo-lhe uma vitória em primeiro turno.

Nesse cenário, os 204 mil votos "13" ganham peso decisivo. Se tivessem sido destinados a Paes, a participação de Ruas cairia para 49,67%, mesmo com a anulação dos votos de Garotinho, forçando um segundo turno. Para impedir a vitória de Ruas no primeiro turno, bastaria que 72% dos eleitores que digitaram "13" (cerca de 147 mil pessoas) tivessem a intenção de votar em Paes.

Repercussão e Ações Judiciais

A informação, inicialmente restrita a assinantes do O Globo, foi rapidamente replicada por diversos veículos de imprensa. O Diário do Rio destacou o volume como "suficiente para manter Douglas Ruas abaixo de 50%", enquanto o Diário do Centro do Mundo e a Revista Fórum detalharam os cálculos que poderiam levar a um segundo turno. A CNN Brasil também noticiou o dado, reforçando que os registros não permitem saber a intenção real do eleitor.

A repercussão tomou proporções jurídicas. A campanha de Eduardo Paes entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a apreensão de panfletos que associavam indevidamente sua imagem aos números "13" e "22". A coligação alega que o material poderia induzir o eleitor a erro, justamente por causa da confusão gerada pelo número do PT.

O Globo foi o primeiro a revelar o número exato e a contextualizar sua importância para o xadrez eleitoral no Rio, informação que se tornou central nas discussões sobre a estratégia política e a confusão do eleitorado no estado.

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