Lula apresentou e confirmou a autorização para abrir os sigilos eleitorais no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro perdeu o prazo ou não apresentou a autorização efetiva, sendo acusada pela campanha de Lula de "fugir do compromisso".
No entanto, deve-se notar que se trata de um evento político ocorrido durante as eleições de 2026, e as partes têm versões diferentes sobre os detalhes.
Cronologia dos acontecimentos e situação atual
· Lula cumpriu o compromisso: Em 22 de outubro de 2026, a campanha de Lula apresentou ao TSE a documentação assinada pessoalmente por ele, concordando em abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico, e aceitou todas as 19 exigências adicionais propostas pela campanha de Flávio (incluindo a divulgação de gastos com cartões corporativos e a agenda de Janja).
· O prazo passou e Flávio foi acusado: O acordo estipulava o prazo de 23:59 daquele dia. A campanha de Lula afirmou que a equipe de Flávio só apresentou os documentos após 00:17 do dia seguinte, e o conteúdo era apenas uma procuração, condicionando a abertura dos sigilos a uma decisão judicial do TSE, ao invés de uma autorização incondicional. Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, acusou publicamente Flávio de "fugir do compromisso".
Contexto e esclarecimentos
· Decisão do TSE: O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, esclareceu que os candidatos podem abrir voluntariamente seus próprios sigilos sem necessidade de autorização judicial, o que significa que a exigência de Flávio de "esperar por decisão judicial" é considerada pela campanha de Lula como uma tática protelatória.
· Controvérsia: A campanha de Flávio não respondeu diretamente às acusações até o momento, mas exigiu anteriormente revisar primeiro os documentos de Lula antes de decidir se abriria os seus próprios. Além disso, a empresa Alcazar Holdings, vinculada a Flávio, também é foco de controvérsia.